Consumindo anos de vida para aprimorar as artes marciais, era possível realizar simulações infinitas. Shen Yi, com um corpo mortal, tinha uma expectativa de vida que não ultrapassava cem anos, mas felizmente podia adquirir os anos restantes de criaturas demoníacas ao derrotá-las. Em um mundo caótico repleto de forças malignas, ele empunhou sua longa lâmina, fazendo tremer de medo seres que viveram por centenas ou milhares de anos! Do "Domínio das Garras de Águia" ao "Mão Que Rompe os Oito Desertos", do "Punho Subjugador de Demônios" ao "Aspecto Dourado do Guardião Infernal"! Shen Yi, por vezes, refletia: por que quanto mais usa sua vida, mais ela parece aumentar? Guardando a lâmina na bainha, ergueu o olhar para o céu e ouviu dizer que, acima das nuvens, existia o Palácio de Jade Celestial, onde se reuniam mil sábios e santos, todos eles dotados de vidas eternas. Agora, ao ascender aos céus, ele veio apenas para pedir emprestados alguns milhões de anos aos deuses, a fim de comprovar sua busca pelo caminho da imortalidade. Este livro também é conhecido como "Você precisa sacrificar sua vida para cultivar, mas sacrifica a dos outros?" e "Caro cultivador, espere um momento, sua longevidade está destinada a se cruzar com a minha."
As paredes de terra manchadas, a luz bruxuleante do lampião a óleo.
A pequena cama coberta com um tecido vermelho envelhecido exalava o odor de madeira podre.
Shen Yi olhava para tudo ao redor, atônito por um longo tempo, incapaz de aceitar que havia atravessado para se tornar um simples guarda em um condado chamado Baiyun.
Mas tudo ao seu redor era tão real.
As memórias dispersas em sua mente tornavam-se cada vez mais nítidas.
Um mundo assolado por demônios e monstros, pragas malignas por toda parte.
Seu antecessor era um delinquente, que galgou do fundo do poço até vestir um uniforme de oficial, conquistando estabilidade e fartura; uma trajetória que, à primeira vista, parecia inspiradora.
Mas por que ele havia morrido de repente?
Ao pensar nisso, Shen Yi sentiu uma dor inexplicável na nuca.
Levantou a mão para apalpar e sentiu o sangue escorrer entre os dedos.
O vermelho vivo em suas mãos era como um interruptor acionado, e num instante Shen Yi se viu livre da letargia de uma ressaca; uma dor lancinante explodiu, inundando-lhe os sentidos.
Ofegou forte, os olhos arregalados.
Baixou o olhar.
Aos pés da cama, uma menina franzina, o rosto tomado pelo terror, agarrava-se à camisola.
Ao lado, um velho em roupas remendadas tremia de corpo curvado, segurando um bastão ensanguentado que ainda pingava.
Ambos o fitavam com olhos arregalados, como se tivessem diante de uma besta selvagem, em desespero e pavor.
— Ei... — Shen Yi cerrou os dentes, a dor dilacerando-lhe o peito, a fúria latejando sob a