Li Tian, filho do rei do submundo, desperta gravemente ferido e, de maneira inexplicável, torna-se marido de uma bela mulher. Como um dragão oculto nas águas, é provocado por camarões; como um tigre feroz rompendo a jaula, ruge e nivela os campos; como uma águia imponente que conquista os céus, agita ventos e nuvens e ascende novamente ao topo. Escrever é impossível sem o apoio de todos; quanto mais apoio receber, maior será minha motivação para criar novas palavras.
“Onde estou?”
Li Tian abriu os olhos e viu paredes brancas e reluzentes; a luz do teto ofuscava-lhe a vista. Sentiu um odor forte de desinfetante. Estaria morto?
“Estou num hospital?”
Baixando os olhos, percebeu que vestia um pijama de paciente. Tentou mover-se, mas uma dor intensa percorreu diversas partes do corpo.
Li Tian era filho do soberano da Ilha do Inferno, uma organização subterrânea onde convergiam poder e riqueza. O soberano da ilha era um homem cuja simples movimentação fazia o mundo estremecer.
Como filho do rei, Li Tian era o herdeiro do trono, além de um verdadeiro prodígio: aos vinte anos, já alcançara um patamar elevado de cultivo espiritual.
Sob sua liderança, a Ilha do Inferno aniquilou o Palácio do Dragão de Nove Asas, uma organização rival. Talvez por isso, tendo-se destacado demais, acabou vítima de uma conspiração tramada por outro príncipe, Gil, e pelo juiz Uriel, um dos quatro grandes assessores da ilha.
Se não fosse pela misericórdia do soberano, que poupou um resquício de seu poder, Li Tian já teria morrido. Mesmo assim, foi perseguido até a Cidade do Entardecer de Bordo, onde, à custa de suas últimas forças, conseguiu repelir Gil e Uriel.
Como teria vindo parar ali? Li Tian estava confuso.
“Papai.”
Uma menina apareceu diante dele. Sua pele tinha um tom arroxeado, os lábios estavam secos e o cabelo, desgrenhado. Parecia extremamente frágil.
Embora a Ilha do Inferno fosse um lugar desumano, Li Tian mantinha sua compaixão pelos mais vulneráveis. Sua crueldade, afinal, era reservada aos inimi