“Grávida!” Ye Shengsheng ficou atordoada com o laudo do exame na mão! Ao ver o sujeito que apareceu para assumir a responsabilidade, ela acusou: “Seu mentiroso! Por que você me enganou dizendo que era estéril?” Lu Ye, do palácio imperial: “Querida, eu não te enganei.” Os olhos de Ye Shengsheng se encheram de vermelho: “Eu não quero engravidar, quero concluir meus estudos.” O coração de Lu Ye disparou: “Ei, meu amor, não chora!” Todo mundo comentava que Lu Ye era um homem que não se aproxima de mulheres, porque a família Lu tinha dificuldade para ter descendência, e o casamento com Ye Shengsheng era por contrato. Uma fã do casal perguntou: “Lu Ye, quando você vai se divorciar da Pequena Coitadinha?” A pequena esposa ficou com os olhos marejados, e Lu Ye implorou de todas as formas: “Se a minha esposa não quiser ficar comigo, eu vou te condenar a ficar solteira pelo resto da vida!” A fã, com o rosto de dor, rebateu: “Quem disse que Lu Ye não se envolve com mulheres? Quem disse que Lu Ye não mima a esposa? Saiam daí!”
“Parabéns, você está grávida...”
“O quê?”
Com o exame nas mãos, sentada no banco do hospital, as palavras do médico ecoavam na mente de Voz de Folha.
Ela não sentia alegria alguma, apenas uma confusão imensa.
Sua mão pousou lentamente sobre o ventre.
Voz de Folha recordou-se do que aconteceu pouco mais de um mês atrás.
Há pouco mais de um mês.
Ela chegara à Capital Imperial para cursar a universidade. Naquela noite, era a festa de aniversário de uma colega de dormitório.
Mas sua mãe, naquele dia, a vendeu para um homem de cinquenta anos.
Entregou-a à cama daquele homem.
Ela só se lembrava de sentir um calor sufocante percorrendo o corpo, esforçando-se ao máximo para manter a consciência.
“Minha bela, cheguei!”
Doce Si mordeu com força a ponta da própria língua, a dor trazendo-lhe algum resquício de lucidez.
Debateu-se com todas as forças, até conseguir tatear o cinzeiro de vidro no criado-mudo, arremessando-o contra a cabeça do homem.
“Ah...!”
O grito de dor ressoou.
Voz de Folha aproveitou a chance e correu para fora do quarto.
Não deu dois passos e esbarrou em alguém.
Levantou o olhar e deparou-se com um rosto masculino de uma beleza impressionante.
Tão bonito.
“Ajude-me, por favor.”
O velho já estava quase a alcançando.
O homem, de traços nobres, observou a jovem assustada em seu abraço, o rosto corado de um tom nada natural.
Percebeu que ela fora vítima de uma armadilha.
Abaixou-se e a tomou nos braços, levando-a em direção a