A Queda do Rei dos Piratas

A Queda do Rei dos Piratas

Autor: Ilhas de Suwu, fragrância distante

Em um dia de travessia temporal, ele surgiu ao lado dos grandes piratas de alto-mar do fim da dinastia Yuan; carregando uma maldade de transbordar, livre de amarras e sem aquela suposta bondade de sua antiga existência, seu único princípio passou a ser agir com frieza e crueldade. Uma figura que não flui no rio do tempo colidirá com este mundo e fará faíscas totalmente diferentes.

A Queda do Rei dos Piratas

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Capítulo Um: A Primeira Falha na Palma da Mão

Ano de 1352, décimo segundo ano do reinado do Imperador Huizong Borjigin Togontemur da dinastia Yuan, em uma região marítima no Mar do Leste.

O som das ondas quebrando — um ruído grave e retumbante — ecoava incessantemente, como se uma fera raivosa golpeasse o casco do navio. À distância, o azul claro e o azul profundo do mar se confundiam, tornando impossível distinguir um do outro. O sol escaldante no céu parecia um imponente corvo dourado inflamado, irradiando seu brilho intenso e implacável, fazendo o suor escorrer pelo corpo e o coração arder em inquietação.

Gaivotas voavam pelo ar, ora se agrupando com precisão, como um esquadrão de acrobacias aéreas, exibindo manobras variadas e habilidosas. Peixes no mar, incapazes de conter sua energia, saltavam como carpas rumo à porta do dragão, rompendo a superfície da água com posturas firmes e vigorosas, deixando seus rastros no ar.

Talvez as gaivotas no céu não pudessem mais suportar o espetáculo, ou estivessem cansadas da longa viagem; de repente, abriram o bico como lâminas afiadas e mergulharam velozmente na água, suas garras cortando o corpo dos peixes. Logo em seguida, emergiram como dragões submersos, retornando ao abraço do céu.

Ah, será que até você está zombando de mim em silêncio? Será que sou realmente tão desprezível? Observando tudo de cabeça para baixo, não muito longe, a cerca de cem metros, havia um homem pendurado de cabeça para baixo, amarrado com cordas de cânhamo ao costado do navio. Seu riso amargo era uma autodepreciação.

Com a visão oscilando junto ao movimento do mar re

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